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quinta-feira, 24 de maio de 2018

1982...

Do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.
De quando se fazia aula de datilografia.
E o legal era ter um walkman.
As pesquisas a gente fazia na Barsa.
E a diversão era jogar "Stop".
As meninas colecionavam papéis de carta.
Os meninos chutavam bola com Kichute.
E quem podia, brincava de Aquaplay.
A moda era usar calça Fiorucci, tênis chinesinho, e alugar fita para assistir no videocassete.
E tinha corrida de rua.
Ah, como se corria!
Não era pela camiseta, pelo kit, ou pelas fotos.
Corria-se para ver quem ganhava. Simples assim. E muita gente corria.
Corria de conga, kichute, de keds ou descalço mesmo.
Corria-se muitas provas à noite, porque a nossa principal corrida, a São Silvestre, era à noite.
As medalhas, bem simples, eram só para os primeiros.
Troféus, prêmios como rádio,  bicicleta, caixa de cerveja, pacotes de feijão e arroz, eram raros, e muito disputados.
Quem não ganhava os prêmios, muitas vezes recebia o Diploma de Participação.
Não pode perguntar a idade, mas a mãe andou revirando o baú de recordações e garimpou essa pérola:
CORRIDA DA PRIMAVERA
18 de setembro de 1982.
Prova organizada pela Cofesa - Loja 11.

ESPORTE É SAÚDE




segunda-feira, 16 de abril de 2018

O QUE TE FAZ MAIS FORTE

Histórico!
Hoje se realizou a 122ª edição daquela que é chamada "maratona das maratonas", a mais tradicional corrida de 42,195 km do planeta, a Maratona de Boston.
E deu zebra!
O japonês Yuki Kawauchi, famoso no mundo das maratonas por conseguir tempos abaixo das 2h10 e participar de muitas provas, foi o grande vencedor da importante corrida após a quebra do queniano Geoffrey Kirui, campeão do ano passado.
Detalhe: Kawauchi é atleta amador. Trabalha como inspetor de alunos numa escola no Japão, treinando nas suas horas de folga.
Numa prova que ficou marcada pelo frio de 4 graus (sensação térmica de menos dois) e chuva, o japonês liderou nos cinco primeiros quilômetros, sendo alcançado pelo pelotão de atletas quenianos, etíopes, e americanos. Ficou no pelotão, liderou novamente no meio da prova e assumiu a segunda colocação quando o queniano resolveu arriscar e seguir sozinho na frente. Nos três quilômetros finais o africano foi perdendo forças e o asiático "foi pra cima", conseguindo quase três minutos de diferença na classificação final.
A competição feminina foi vencida pela americana Desiree Linden, dando o título para os EUA depois de 33 anos.

A Maratona de Boston é repleta de histórias fantásticas. Histórias de superação no difícil trajeto que é cheio de subidas e descidas. 
Realizada tradicionalmente na terceira segunda-feira de abril, no Patriot's Day, a competição ficou marcada em 2013 devido ao atentado com bombas a poucos metros da linha de chegada.
Nesse dia, Jeff Bauman, um americano de 27 anos, teve as duas pernas decepadas pela explosão. Ainda no hospital contou ter visto o terrorista e ajudou o FBI, como testemunha-chave.

Como acreditamos que corrida é muito mais do que o simples gesto mecânico, sempre indicamos livros e filmes para enriquecer culturalmente os aficionados do pedestrianismo.
A história de Bauman está nas telas de cinema.
O livro que deu origem ao filme, e que indicamos nesta segunda-feira histórica para quem acredita no imponderável,  é este: "O que te faz mais forte".
Só para fazer constar nesse dia especial de hoje, uma passagem do livro para ficar na memória dos covardes:
...me deram a chance de provar que eu... nós... somos melhores do que covardes com bombas. Que nós não nos abatemos. E não temos medo.
Nós somos mais fortes.





sábado, 17 de setembro de 2016

NOSSAS DIFERENÇAS É QUE NOS FAZEM IGUAIS

Estamos vivendo um momento único na história esportiva do nosso país.
Penúltimo dia dos Jogos Paralímpicos Rio2016.
Já encerramos os Jogos Olímpicos mostrando ao mundo inteiro que mesmo com todos os problemas que temos, somos capazes.
E agora os paratletas brasileiros estão fazendo bonito nas pistas, piscinas, campos, e quadras, mostrando que o esporte é para todos.
Salto em distância numa perna só! Nadar sem braços! Correr sem pernas! Jogar Tênis de Mesa sem braços!
Superação.
Acompanhamos paratletas com marcas próximas, iguais ou até mesmo superiores aos resultados obtidos nos Jogos Olímpicos, como foi o caso do argelino Abdellatif Baka, da classe T13 (baixa visão) que foi ouro nos 1.500 metros com um tempo melhor, 3m48s29, do que o ouro olímpico deste ano.
E o esporte é isso mesmo.
Pessoas diferentes se colocando à prova, tentando se superar sempre, buscando na superação do outro a excelência.
Somos todos diferentes. O normal é ser diferente.
É a nossa diferença que nos faz humanos.
E aí lembramos que aqui em nossa cidade, graças ao nosso incansável trabalho pelo esporte, já tivemos competição dos cadeirantes.
Foi em 2007.
Como nossa equipe (naquela época ainda com o nome Epaminondas) já vivia competindo por aí, e participávamos do Circuito de Corridas de Ponta Grossa, éramos amigos de um grupo de paratletas de lá e, como aqui em nossa cidade seria realizada uma corrida, eles também queriam vir pra cá competir.
Mas aí ficamos preocupados. Eles competiam em cadeiras de rodas, e aqui em nossa cidade os paralelepípedos seriam impróprios para participação deles.
Não tem problema, disseram, a gente vai nem que caia, diziam.
Então conseguimos, com muito esforço, que os organizadores daquela prova, realizada em 7 de setembro de 2007, incluíssem uma categoria de cadeirantes para que eles pudessem participar, e adaptamos um percurso para fugir um pouco dos nossos tradicionais paralelepípedos.
E assim foi, com tombos e mais tombos, felizes por terem competido, com troféus nos pódios, eles estiveram por aqui e nos ensinaram muito.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A GRANDE CAMPEÃ

Dez anos de história!
Começamos em agosto de 2006 na Escola Estadual Dr. Epaminondas Ferreira Lobo, formando uma equipe de atletismo para mudar a cultura esportiva em nossa cidade. Desde então colecionamos troféus, medalhas, prêmios, conquistas, amigos e muitas histórias.
Em 15 de outubro de 2006, na cidade de Ribeira, a Equipe Epaminondas estreava nas provas pedestres. Só daquele dia temos muita coisa para contar. Viagem sofrida, com paradas no caminho, na ida e na volta, para "desembrulhar" o estômago da moçada que não estava acostumada com a inúmeras curvas. O calor e a alta umidade marcaram aquela corrida de 15 km, que, por oferecer boa premiação em dinheiro, contava com grandes nomes do atletismo nacional.
E hoje, depois de uma década de lutas e correria por aí, com participação em mais de 250 provas, mais de duas mil medalhas, e quase 300 troféus, as histórias vão deixando suas marcas na vida dos muitos que já vestiram a camisa 28 de Agosto.
Só quem acompanhou a equipe desde o início, sabe das muitas lutas que tivemos para sempre representar o nome de nossa cidade nas diversas provas do Brasil.
Naquele dia nossa representante na prova feminina foi a Silmara Martins dos Santos.
Silmara é o grande nome do esporte feminino de Itararé.
Com uma longa trajetória no atletismo, a grande campeã já representou Itararé em diversas competições, com expressivas conquistas que lotaram as prateleiras de troféus e medalhas.
A atleta é primeira mulher itarareense a completar uma maratona (prova de 42,195 km), feito conseguido na Maratona Internacional de Curitiba, em 2008, com o tempo de 4h10min23seg.
Voltou em 2009 na capital paranaense para melhorar seu tempo, fechando aquela que é considerada a "maratona mais difícil do Brasil" com 4h07min38seg.
Completou também a Maratona Internacional de São Paulo no ano de 2010, quando a prova, além das dificuldades da altimetria ainda tinha a largada às 9 horas, com o tempo de 4h54min38seg.
Em março de 2009 já homenageávamos nossa grande campeã.
Exemplo de atleta e de ser humano, Silmara é querida por todos, conseguindo a admiração dos companheiros de equipe e também das grandes adversárias nas pistas.
Nestes dez anos de glórias, prestamos nossas homenagens àquela que é a Grande Campeã do esporte itarareense.
Parabéns, Silmara Martins dos Santos!
E muito obrigado.

EQUIPE 28 DE AGOSTO - 100% ITARARÉ
DEZ ANOS MUDANDO A CULTURA ESPORTIVA DA CIDADE

domingo, 17 de julho de 2016

ITARARÉ, CIDADE OLÍMPICA

16 de julho de 2016!.
Data histórica para nossa querida Itararé.
A manhã que começou chuvosa parecia estragar a grande festa que estava preparada.
Mas os pingos foram cessando e o povo foi saindo às ruas.
A rua São Pedro, desde a Praça da Saudade, foi aos poucos tomada pela multidão ansiosa com a chegada do nobre símbolo olímpico.
O fogo sagrado, aceso no dia 21 de abril com os raios solares no Templo de Hera, em Olímpia, Grécia, depois de percorrer o país helênico, passar pelo Museu Olímpico na Suíça, desembarcar em Brasília, e visitar várias cidades de diversos estados brasileiros nas mãos de pessoas famosas, atletas que dignificaram nosso esporte, passou pela Barreira e chega finalmente em Itararé.
Honra maior do esporte mundial.
Itararé Cidade Olímpica.
Símbolo de Paz, a Tocha Olímpica traz consigo o anúncio dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Pela primeira vez realizado num país da América do Sul, o maior evento esportivo do planeta terá sua abertura com o acendimento da Pira Olímpica na cidade do Rio de Janeiro no dia 5 de agosto.
A chama olímpica foi recepcionada pelos alunos da Escola Estadual Prof. Christiano Marques Bonilha, do Bairro do Cerrado. Estes passaram a chama ao senhor Clodoaldo, que iniciou a corrida do revezamento pelos paralelepípedos da nossa rua principal.
E a cada metro que a chama avançava pela rua São Pedro, mais pessoas se aglomeravam nas calçadas, agitando as mãos e as tochas infláveis doadas pelo Bradesco.
Crianças de todos os anos, dos mais novinhos aos com mais de noventa anos encheram o evento de emoção.
Foi, sem dúvida, a mais calorosa, a mais acolhedora recepção da tocha na sua passagem pelas muitas cidades do Brasil.
Amizade, Respeito e Excelência, foram os valores que nossa cidade mostrou ao mundo neste grandioso dia,
Tivemos a honra de conduzir a Tocha Olímpica.
A Equipe 28 de Agosto - 100% Itararé não se contentou em correr na nossa rua maior.
Temos sede de quilômetros.
Nosso revezamento foi além.
Aqui em Itararé o senhor Clodoaldo nos representou no primeiro trecho. Guilherme Gorski empunhou a tocha na altura da rua Eduardo Martins seguindo até o palco na Praça Francisco Alves Negrão. De lá a Tocha seguiu até a Praça Adhemar de Barros, finalizando sua passagem por nossa cidade. Mas queríamos mais, e nosso atleta Flávio de Lima esteve em Itapeva para conduzir brilhantemente a tocha na cidade vizinha.
Quem presenciou esse momento único na região, nunca mais esquecerá.
Aqueles que tiveram a honra de conduzir a Tocha Olímpica, levam consigo emoções que não se medem, que não se explicam. Doravante carregam também a responsabilidade de transmitir em suas vidas os valores olímpicos.
EQUIPE 28 DE AGOSTO - 100% ITARARÉ !
DEZ ANOS MUDANDO A CULTURA ESPORTIVA DA CIDADE !

quinta-feira, 14 de julho de 2016

PARA A HISTÓRIA

Dia 16 está chegando!
A cidade já está se preparando, o clima olímpico começa a tomar conta.
Itararé entrará para a história olímpica.
Será a primeira vez que os Jogos Olímpicos serão realizados num país da América do Sul.
Evento com tradição milenar, com origens em 776 a.C. e que traz para nossa cidade seu símbolo de amizade, respeito e excelência.
Itararé na história!
Equipe 28 de Agosto na história!
Completamos dez anos de muita correria e para comemorar lançamos um jornal contando um pouco de nossas aventuras pelas corridas da vida.
Edição histórica, para guardar, e quem sabe ...daqui uns 20, 30 anos, retirarmos da gaveta e mostrarmos para filhos, netos, como uma equipe de atletismo agitou uma cidade na divisa dos estados de São Paulo e Paraná...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

ESPORTE SAÚDE EDUCAÇÃO CULTURA

Direto do Túnel do Tempo:

Em 2007, fazendo crescer o interesse pelo atletismo na cidade.

"Ao trabalhar o atletismo vinculado à saúde, educação e cultura, a Equipe Epaminondas pretende consolidar na cidade a prática de atividades físicas não apenas voltadas para a competição, mas para a formação do ser humano transformador da sociedade. Fazendo valer a máxima do Barão de Coubertin: "O importante é competir."



quinta-feira, 23 de junho de 2016

23 DE JUNHO - DIA OLÍMPICO


No dia de hoje celebra-se mundialmente o "Dia Olímpico". A comemoração é nessa data em função da criação do Comitê Olímpico Internacional em 23 de junho de 1894. Desde então, comemora-se o aniversário da entidade que hoje está à frente dos Jogos Olímpicos da era moderna.
O grande nome da história da criação dos Jogos foi Pierre de Frédy, o Barão de Coubertain. Depois de dois anos da institucionalização do comitê, foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos na cidade de Atenas, na Grécia, berço das Olimpíadas.
E, hoje, Dia Olímpico, tivemos a grata satisfação de reunir três dos condutores da Tocha Olímpica quando da sua passagem por Itararé no próximo dia 16 de julho.
Fomos até o Lar São Vicente de Paulo para visitar o senhor Clodoaldo Candiota Oleiro, representante da cidade para conduzir a chama sagrada, participando do revezamento, celebrando a paz e a união. E que ser humano sensacional! Em pouco tempo de contato com ele sentimos que traz dentro do peito a chama olímpica do esporte!

Clodoaldo Candiota Oleiro nasceu na cidade de São Paulo no dia 07 de setembro de 1937. Durante toda a vida se dedicou ao trabalho de eletricista de tratores e caminhões, profissão na qual se aposentou. Homem simples, do povo, honesto e humilde, por onde passa transforma o ambiente em alegre e descontraído. Mudou-se para Itararé no ano de 1963, onde construiu sua casa e tornou-se um assíduo frequentador dos meios sociais, participando ativamente do cotidiano itarareense, e sempre se fazendo presente nas sessões da Câmara Municipal.
Clodoaldo mora atualmente no Lar São Vicente de Paulo, onde colabora realizando pequenos serviços de manutenção. Por ser uma pessoa participativa na sociedade durante tantos anos, recebeu o Voto de Congratulação da Câmara Municipal de Itararé. Além disso, devido sua representatividade na cidade e sua simpatia, foi escolhido para ser um dos condutores da tocha olímpica no município.

E junto com o senhor Clodoaldo, reunimos neste Dia Olímpico mais dois condutores da Tocha Olímpica. Os professores de Educação Física Flávio de Lima e Guilherme Marques Gorski, que também foram escolhidos para o revezamento, estiveram no Lar São Vicente de Paulo, onde entregaram uma camiseta da Equipe 28 de Agosto ao animado Clodoaldo Oleiro. Também participaram desse momento Rosa Cristina Martins Gorski, José Carlos da Cunha, e Gilson Antônio Camargo.

Clodoaldo Oleiro também é atleta 28 de Agosto - 100% Itararé!


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ELITE

Quinta colocada na 91ª Corrida Internacional de São Silvestre no último dia 31 de dezembro, Joziane da Silva Cardoso subiu no pódio e faturou, além do troféu, 13 mil reais em dinheiro.
Acostumada aos pódios, a paranaense de Nova Santa Bárbara, fez o tempo de 54min22seg nos 15 km da prova, ficando atrás apenas da também brasileira Sueli Pereira e das africanas.
A atleta de elite do esporte nacional já esteve correndo na nossa região, mais precisamente em Wenceslau Braz, na tradicional Corrida de São Sebastião, realizada naquela cidade.
Em 2009, numa prova de 4 km, as paranaenses tiveram um páreo duro pela frente: enfrentaram as nossas meninas!
Priscila, Cátia, Ingrid, Fabiana, Agatha, Gabriela, e Silmara representaram a Equipe 28 de Agosto (naquela época ainda Equipe Epaminondas) na competição.
E demos trabalho para a moça!
Silmara disputou posição com Joziane, que terminou naquela prova em terceiro lugar. Silmara foi a quarta colocada.
No link abaixo temos a matéria do site oficial da São Silvestre sobre o quinto lugar da atleta:
Na foto abaixo Silmara dando trabalho para a grande campeã do atletismo nacional.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PINTANDO AS FAIXAS

Ontem foi dia de descansar os pés, mas, apenas dos treinos! Eles sustentaram firmes o restante do corpo que, incansavelmente aguentou a "Maratona Cross Country" das pinturas da faixa da Equipe, para a tradicional Corrida de São Silvestre.
Sim, Maratona Cross Country, pois entre os contornos, sobe e desce do banco, pinceladas e risadas, houve tempo para saltos, alongamentos e escaladas.
Tudo começou pela manhã na Escola Professora Esther Carpinelli Ribas, onde alguns amigos se reuniram para confeccionar as faixas que destacam a Equipe e a cidade de Itararé em São Paulo.
A tinta, na tradicional cor laranja, foi temperada no ponto correto, na qualidade necessária para desafiar a habilidade dos atletas. Entre um borrão aqui, outro acolá, uma letra pintada corretamente. As mãos manchadas de tintas. A tão comentada ‘terapia contemporânea’ foi experimentada. Mais do que isso. Mais uma vez, companheirismo e amizade foram celebrados. Alguns se arriscaram na parede de escalada presente na Escola enquanto outro esticava o corpo, naquela alongada natural para espantar possíveis desconfortos, afinal, corredor corre! E não fica tanto tempo parado no mesmo local. Enfim, a manhã se foi, e a tarde também.
Para finalizar a aventura, eis que ela surge. A inquietante, misteriosa e inlidável, CHUVA! Que deixou ilhados os sobreviventes insistentes pintores de faixa, na quadra da Escola. Por quase uma hora, ficaram extasiados e até de certa maneira, impacientes com todo aquele aguaceiro que caía dos céus.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

LEGADO

Hoje, por volta das dezoito e dezenove horas me deparei com as ruas de Itararé tomadas por gente correndo.
Há nove anos eu sonhava.
Era o ano de 2006, e naquela época, apenas três "loucos" corriam pela cidade. Mauro de Oliveira Lopes, Silmara Martins dos Santos, e eu.
Participávamos das provas na região e de vez em quando, sem combinar, eu encontrava com o Mauro, outro batalhador incansável, em alguma competição, como foi o caso das Maratonas de Curitiba e Florianópolis, respectivamente em 2002 e 2003.
Corria por aí e lembro de pessoas me olhando e "tirando sarro" por usar shorts curto e camisetas coloridas (da mesma forma quando usei pela primeira vez um capacete de ciclista para pedalar na cidade, quando isso ainda não se conhecia por aqui).
Corrida de rua já era febre no Brasil fazia tempo. Já distribuía camisetas e medalhas para todos. Já se usava chip eletrônico de cronometragem. Já se fazia turismo só para correr.
Mas Itararé vivia um verdadeiro marasmo no esporte.
Foi quando em agosto de 2006, quando ministrava aula de Educação Física na EE Dr. Epaminondas Ferreira Lobo para alunos do curso noturno, desenvolvi o Projeto de Desenvolvimento Curricular: "Epa! Tô na São Silvestre!
Meus objetivos colocados no projeto entregue na Secretaria de Estado da Educação: levar os alunos a adquirirem hábitos saudáveis através da prática de atividades físicas programadas, constituir uma equipe de pedestrianismo na cidade.
Meu sonho (eterno): transformar a cultura esportiva em Itararé.
Apresentei o projeto ao diretor da escola, professor Cláudio, e de pronto fui autorizado a dar início.
Começou a epopeia. Passei de classe em classe convidando alunos e professores a embarcarem comigo nessa aventura.
Na primeira sala entre algumas gozações meio veladas, cochichos, ouvi da maioria dos alunos: "- Só pode estar louco! Vai querer ganhar dos quenianos agora!" Nas outras salas a desconfiança e o descaso também foram grandes, mas vi os olhos de alguns brilharem. Houve até um que perguntou quanto ganharia se fosse o campeão da prova. E assim foi. Persisti.
Consegui trinta alunos e com eles fiz uma reunião, mostrando as camisetas e medalhas que ganhei na São Silvestre e também exibi um vídeo da transmissão da Rede Globo da edição de 2003, no qual eu aparecia segurando uma placa com o nome de Itararé.
Havia um programa na Secretaria de Estado da Educação que disponibilizava recursos para projetos de desenvolvimento curricular e era com esses recursos que eu contava para custear a ida dos alunos para São Paulo e também para inscrições, uniformes e lanches. Não seria necessário pernoitarmos lá, pois a prova ainda era realizada no período da tarde.
Mas, como sempre foi nestes nove anos, surgiu um probleminha.
O Coordenador da escola perdeu o prazo para digitar o projeto no site da Secretaria. Deram-me a notícia: - Não tem dinheiro! Cancele o projeto!
Mas nisso os alunos já haviam até iniciado os treinamentos.
Fui até o prefeito, João Fadel, de quem consegui o compromisso de fornecimento do transporte.
Com os empresários da cidade (importante mencionar os nossos primeiros patrocinadores: Do Vale Pneus, Auto Posto Estradão, Papelaria Machado, Junitex Magasin, e Faculdades Integradas de Itararé)  e consegui recursos para uniforme e inscrições. O lanche ficou por conta da escola.
Alguns alunos desistiram, mas mesmo assim fomos em treze atletas na São Silvestre, com a Equipe Epaminondas levando no peito e nas faixas o nome de Itararé.
O projeto foi um sucesso. Fomos entrevistados pela TV TEM. Tivemos destaque nos sites oficiais da Secretaria de Estado da Educação e do Governo do Estado de São Paulo, além de várias matérias nos jornais Tribuna de Itararé e O Guarani. Fomos matéria também no Jornal Folha de Itapetininga, e na mais importante revista de corridas do Brasil, a Contra-Relógio. Fomos entrevistados pela FM 94.
E veio o ano de 2007.
Ainda com o apoio da prefeitura para o transporte, percorremos a região buscando medalhas e troféus. Formamos uma equipe forte, respeitada por onde quer que passasse. Ganhamos muito. E a equipe foi crescendo. Vieram as crianças, algumas delas hoje já com famílias constituídas. Continuamos destacando Itararé e pela nossa organização acabamos incentivando e ajudando a formação de algumas outras equipe de corrida nas cidades por onde competíamos.
Treinamos pessoas que nunca haviam praticado esportes e as fizemos completar corridas de 10 km, São Silvestre, Meia Maratona e até maratonas.
Sempre convidei os empresários e diversas pessoas a participarem das corridas. Falava do que eu pretendia para a cidade, que era trazer para cá o que sempre via nas corridas: que o importante era participar. Falava que todos, independentemente da colocação na prova, eram premiados com medalhas. Mostrava as camisetas.
Mas as  pessoas sempre ficavam receosas. Incentivava, e sabia que um dia conseguiria mudar isso aqui em nossa cidade.
Começamos o Projeto São Silvestrinha, levando quatro atletas mirins na prova em São Paulo.
Os anos foram passando. Recebemos Moção de Congratulação da Câmara Municipal em 2008.
Com o crescimento da equipe, já contando com alunos de diversas escolas, optamos por mudar o nome, adotando o 28 de Agosto - 100% Itararé!
E os problemas, muitos, também foram surgindo ao longo destes nove anos. Descobrimos que existem pessoas que fazem de tudo para as coisas não darem certo na cidade. Tivemos uma época com muitos obstáculos, alguns tão absurdos, que é melhor nem comentar. E tiraram o transporte das crianças que levávamos para competir.
Não nos demos por vencidos.
O tempo mostra a verdade.
Com meu carro, dinheiro do próprio bolso e contando com o apoio de empresários (Do Vale Pneus, Auto Posto Estradão, e Junitex Magasin), continuei levando alguns atletas nas competições da região e também nas maratonas de São Paulo e Curitiba.
Continuamos bravamente destacando Itararé nas páginas de revistas, nos jornais,  nas emissoras regionais de TV de São Paulo e Paraná.
Em 2012 tive a ideia de novamente fazer um Projeto. Foi na Diretoria de Ensino - Região de Itararé.
Convidei o pessoal que trabalhava comigo para participar da prova de 10 km da Maratona de São Paulo, que ocorreu em junho daquele ano. E com a adesão de alguns iniciamos os treinos pelas estradas rurais aqui da cidade (prática comum também hoje em dia).
No dia 17 de junho de 2012, dezesseis atletas correram em São Paulo. Desses 16 eu fui o último a completar os 10 km, em 1h30. Voltaram extasiados. Cansados, é verdade, mas renovados.
E depois disso vieram muitas outras provas. São Silvestre, maratonas, treinos e mais treinos. encontros, festas juninas, trilhas, morros, cachoeiras.
O colorido laranja tomou conta das manhãs de domingo nas ruas e estradas da cidade.
Os shorts, camisetas, tênis coloridos e chamativos já não incomodam mais os olhares.
Mudamos a cultura esportiva de Itararé.
Basta olharmos os jornais de antes de nossa equipe e atualmente par ver o destaque dado para o esporte.
Outras modalidades também aprenderam com nossa equipe e começaram a divulgar suas conquistas nos jornais.
Nesses anos todos, além dos empresários que sempre me apoiaram, tive ajuda de inúmeras pessoas. Gente do bem, que pensa no outro. Que pensa no coletivo, muitas vezes em detrimento do pessoal. Impossível citar o nome de todas essas pessoas aqui. Mas fica o agradecimento.
E é isso. Um pouquinho (muito pouco mesmo) do que foi nossa trajetória nesses nove anos.
No próximo domingo teremos corrida aqui em Itararé. Duzentos atletas!
Poderia ser muito mais. Limitamos a prova para garantir a qualidade.

Vi muita gente correndo na rua hoje.
Crescemos, não?
Continuo sonhando.
Sonho alto demais.
Tem muita coisa ainda a ser melhorada. Mas já estamos no caminho
Hoje ainda temos muitos problemas.
Muitas batalhas ainda a serem enfrentadas.
Mas nossa vida é assim.
Corrida!

Professor Guilherme Gorski

Essa foi a primeira matéria com destaque para nossa equipe, na Revista Impacto Regional, de agosto de 2006.
A foto foi do primeiro treino da Equipe Epaminondas, hoje 28 de Agosto - 100% Itararé.


sábado, 25 de julho de 2015

CITIUS, ALTIUS, FORTIUS

Direto do Túnel do Tempo: 2007
Jornal Tribuna de Itararé, 06 e 07 de Junho de 2007, página 12.


Certos momentos do esporte entram para a história e ajudam a construir os mitos, os heróis e reforçar os ideais olímpicos.
Vanderlei Cordeiro de Lima, brasileiro, bicampeão pan-americano, todos se recordam, foi o protagonista de uma das mais belas páginas da história olímpica. Ao levantar, seguir em frente após o louco atentado do padre irlandês e perseguir sua tão sonhada medalha olímpica, Vanderlei deixou de ser um simples corredor, maratonista, para se tornar herói, e com isso, detentor da chama dos deuses olímpicos.
Todos nós ao assistirmos o acontecido clamávamos por anulação da prova, ou por uma medalha de ouro ao brasileiro, mas ao perdoar o irlandês e comemorar muito a medalha de bronze, Vanderlei ensinou, e provou, que o importante é competir (muitas vezes mais importante do que ganhar).
Com toda justiça foi o escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro para empunhar a bandeira brasileira no pan-americano a ser realizado neste ano no Rio de Janeiro.
Ele nos ensinou que a competição leal, justa, forma o caráter. E isso vem sendo trabalhado na Equipe Epaminondas. Os mais de 30 atletas que compõem a equipe buscam todos o lema olímpico "Citius, Altius, Fortius", que significa mais rápido, mais alto, mais forte. Cada um dos atletas, dentro de suas capacidades, almeja esses ideais, ser mais rápido, ir mais alto, ser mais forte, mas respeita seus adversários e reconhecem o valor de uma competição. Além das capacidades e qualidades físicas, os corredores da Epaminondas aprendem a competir com lealdade, usando de seus próprios recursos.
O esporte tem seus valores e quem trabalha com atletas deve ser o exemplo. qualquer outro tipo de ação no esporte que não tenha por base os verdadeiros ideais olímpicos servirá apenas a interesses que não os da humanidade. O "ganhar a todo custo", como vemos muitos falsos treinadores ensinarem, enfraquece o esporte e é uma desonra para os esportistas.
Trabalhar com esporte não é apenas colocar crianças e jovens a repetirem movimentos muitas vezes sem fundamento algum, mas é, principalmente educar-lhes o caráter.
A Equipe Epaminondas de atletismo, que conta com representantes de várias escolas da cidade, vem dando um novo impulso ao esporte de Itararé, tem o patrocínio de Móveis Monalisa, Mineração São Judas, Faculdades Integradas de Itararé Fafit Facic, Academia Arena Fight, Free Company, Auto Posto Estradão, Papelaria Machado, Junitex Magasin, Do Vale Pneus, e conta com o apoio da direção da EE Dr. Epaminondas Ferreira Lobo.
Próximas provas: 17 de junho em Ponta Grossa; 24 de junho - 4ª etapa do Circuito de Corridas Rústicas da Cidade de Ponta Grossa; Segundo semestre - Ribeira, Ribeirão Grande, Itapetininga, Arapoti, e outras.
Aos poucos Itararé cresce no esporte.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

SAÚDE

É cada história...
Vida de corredor é cheia de vida.
Já dizia Emil Zatopek: "Se você quiser vencer algo, corra os 100 metros. Se quiser experimentar uma nova vida, corra a maratona".
As histórias que um maratonista tem para contar certamente viram livro. É cada coisa...
O que dizer de um ultramaratonista, então?
Pois é, falando de ultramaratonista, depois da Maratona de Porto Alegre no último dia 18, enquanto aguardavam no Aeroporto Salgado Filho, os corredores itarareenses acabaram encontrando muitos atletas que também circulavam por ali. O time do Fluminense, que foi até o Sul para enfrentar o Grêmio, chegou para a viagem de volta para o Rio de Janeiro. Era um tal de tirar foto com o Fred, com o Valter, e demais jogadores, que os caras já não viam a hora de sossegar no avião. E não é que a delegação do Flu ficou hospedada no mesmo hotel que nossa equipe lá em PoA? Mas essa fica para uma outra história. O fato é que os comentaristas da Rede Globo e Band também deram as caras por lá, e foi só tietagem.
Mas não eram só os boleiros no saguão. Os magrinhos corredores também já se espichavam nos bancos, procurando descansar as canelas depois de muito esforço nos 42 km. Mas dentre todos os que vestiam agasalhos e tênis coloridos, um acabou chamando a atenção de todos. Um senhor carregando um enorme e lindo troféu, falando pelos cotovelos. Elétrico, gentilmente contava para todos sua façanha naquele final de semana. Havia corrido 144 km numa ultramaratona de 24 horas! E sagrou-se campeão na sua categoria por faixa etária: 70 a 74 anos. Sim, isso mesmo, o homem tinha mais de 70 anos, e correu mais de 144 km em 24 horas! Tá bom ou quer mais?
Contou que é aposentado e já tem mais de 800 provas no currículo. E por todo o Brasil. Aí o pessoal que se aglomerava para ouvir o campeão cismou: Como é que ele paga todas as despesas para participar de tantas provas assim, ainda mais que as inscrições hoje em dia custam os olhos da cara?
E perguntaram para ele. Resposta: _Tenho patrocínio das farmácias.
Farmácias? que farmácias, retrucaram os ouvintes.
E ele: _ Sim, uso o dinheiro das farmácias. O dinheiro que eu não uso para comprar remédio, como os outros amigos da minha idade, eu gasto na corrida.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MARATONA

A história da maratona começa no ano de 490 a.C. quando os gregos derrotaram os persas numa terrível batalha travada na planície de Maratona. Milcíades, general grego, determinou que seu melhor soldado, um certo Pheidippides, voltasse à cidade com a informação do triunfo. Vigoroso, Pheidippides decidiu fazer o percurso inteirinho na corrida. e Maratona distava aproximadamente 40 quilômetros de Atenas. Pheidippides cumpriu sua missão, mas, logo depois de noticiar a vitória dos gregos, morreu.
Como uma homenagem a Pheidippides, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, 1896, a maratona foi, pela primeira vez, introduzida como competição, tomando-se o cuidado de, dois anos antes dos jogos, testarem alguns atletas na enorme distância de 40 km, pois ninguém desejava a possibilidade de um morto campeão olímpico.
Devidamente testados os atletas, em 10 de abril de 1896, foi disputada a primeira maratona dos Jogos Olímpicos, que teve como vencedor o grego Spyridon Louis, com o tempo de 3h06'03".
A mítica prova, que no seu início tinha 40 quilômetros, teve sua distância alterada por um fato bem pitoresco. Em 1908, quando os Jogos Olímpicos foram disputados em Londres, para que a família real pudesse assistir à largada da prova, o percurso teve acrescidos mais 2.195 metros, iniciando na frente do Castelo de Windsor e terminando no Estádio White City, ficando com a distância que se respeita até hoje: 42,195 km!
A maratona masculina é a prova que encerra o programa de atletismo dos Jogos Olímpicos, e ao longo de toda sua história criou mitos e heróis, como o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que liderava a maratona olímpica de Atenas, em 2004, e foi agarrado por um fanático religioso irlandês. Vanderlei, ajudado por espectadores, conseguiu se desvencilhar e reunir forças para seguir adiante, perdendo a liderança da prova, mas chegando em terceiro lugar e conseguindo a sonhada medalha olímpica. Por ter demonstrado espírito olímpico Vanderlei foi condecorado pelo Comitê Olímpico Internacional com a medalha "Barão de Coubertin", o que o torna um "Herói Olímpico".
Vanderlei Cordeiro detém o melhor tempo numa maratona realizada no Brasil, com as 2h11'19" conseguido na Maratona Internacional de São Paulo, em 2002. O melhor tempo na distância de 42,195 km pertence ao mineiro Ronaldo da Costa, obtido em Berlim 1.998: 2h06'05", que na época foi o recorde mundial.
Hoje os atletas de elite pulverizam as marcas com resultados surpreendentes. O queniano Wilson Kipsang  é o detentor do recorde masculino, com o tempo de 2h03'23", conseguido na Maratona de Berlim, em setembro de 2013. No feminino a britânica Paula Radcliffe é a recordista mundial, com 2h15'25", tempo obtido na Maratona de Londres, em abril de 2.003.
Mas mesmo com a obtenção dessas impressionantes marcas, a maratona continua sendo um grande desafio. É uma prova extremamente desgastante, e que só deve ser feita por quem tem experiência em corridas e treina especificamente para suportar correr durante três ou quatro horas com a sensação dos músculos endurecidos, câimbras, a temperatura corporal elevada e todos os esforços do organismo para controlar esse desequilíbrio, a desidratação, e aquele pensamento atormentando: "O que estou fazendo aqui?"
Quem já teve a oportunidade de assistir ao vivo a chegada dos atletas numa maratona  sabe bem o quanto essa prova é difícil. Geralmente o tempo limite de conclusão nas maratonas brasileiras é de 6 horas, e tem gente que chega quase se arrastando para completar a distância antes desse tempo.
Aqueles que não tiveram essa oportunidade, com certeza vão lembrar da atleta Gabriela Anderson, da Suíça, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1.994, naquela chegada cambaleante, trançando as pernas, caindo, levantando e seguindo em frente até a linha final. É o espírito de Pheidippides!
Bom, tudo isso para contar que a Equipe 28 de Agosto também encara esse desafio.
No dia 18 de maio será realizada a 31ª Maratona Internacional de Porto Alegre e teremos representantes na competição. Os atletas Flávio de Lima, Fernando Cesar Colturato, Guilherme Marques Gorski, Emanuel Barbosa de Lima, e Gabriela Martins Gorski treinaram duro neste primeiro semestre e estarão na linha de largada de mais essa prova. Flávio, Fernando e Guilherme estão inscritos nos 42,195 km, e Emanuel e Gabriela farão a prova de revezamento.
Vamos torcer pelos nossos representantes!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A LAMBRETA DO ALEXANDRE

Tem corridas que marcam a gente pelo desempenho conseguido, pela melhor marca obtida, ou por algum fato bom ou ruim (como esta última edição da tradicional Maratona de Boston). Mas algumas provas acabam marcando pelo inusitado dos acontecimentos.
Em 15 de março de 2008, ainda com o nome de Equipe Epaminondas, o pessoal foi até Itapirapuã Paulista para participar da Mini Maratona Ariston Ferreira da Silva, num percurso de 14 km muito difícil, de subidas e descidas bem íngremes, cortando as enormes serras da bela região. A nossa equipe fez a festa lá, conseguindo ótimas classificações.
Ganhamos cinco troféus e também premiação em dinheiro. O campeão no masculino foi nosso atleta Flávio, e a campeã no feminino também foi da nossa equipe, a Silmara.
A corrida, como várias provas nas cidades do interior, era realizada na raça pelo pessoal da cidade. A organização foi literalmente "nas coxas", como se diz das coisas feitas no improviso. As inscrições foram feitas numa praça da cidade, com o organizador se arrumando do jeito que dava, atendendo aos atletas no banco mesmo.
 Mas o importante é que a prova saiu, contando com muitos corredores da região sudoeste paulista e também alguns do Paraná.


Depois das inscrições na praça, os atletas seriam levados de ônibus até o Bairro Ribeirão da Várzea, onde seria a largada da prova. Fizemos as inscrições e ficamos na praça descansando e aguardando a hora da largada. Aí é que o inusitado começou a dar o ar da graça. Todos descansando, esparramados pelos bancos da praça de Itapirapuã, e eis que alguém deu por falta do Alexandre. Sumiu o homem!
Alexandre de Oliveira Jorge talvez seja o melhor corredor que já houve em Itararé. Na juventude participava de corridas e tinha potencial para ser atleta de elite. Mas, como muitos no esporte, não deu certo. Ganhou várias provas e conseguiu muitos prêmios, troféus e medalhas, mas, pelo que se sabe, não guardou nada. Era chegado em antiguidades e acabava se desfazendo dos prêmios, sempre trocando por algo. Já veterano, participava das competições representando a Equipe Epaminondas, e sempre fazia bonito, conseguindo diversos pódios na sua categoria. Hoje ainda treina esperando chances de participar das provas. Gosta de correr.
Mas voltemos à Itapirapuã.
O homem tinha sumido. Quase na hora de sermos levados para o local da largada e nada do Alexandre. De repente alguém viu lá longe o nosso atleta vindo arrastando algo.
Era ele. "Do nada" surgiu empurrando uma lambreta velha. Que loucura! Sumiu, todo mundo preocupado, quase perdendo a hora da largada, e o Alexandre vem com essa. Apareceu todo faceiro desfilando pelas ruas da pequena Itapirapuã com sua lambreta.
Enrolou a todos com uma história de que tinha ido numa festa que estava acontecendo na cidade e que ganhara a motoca numa rifa. Como não tínhamos muito tempo para maiores explicações, com o maior esforço do mundo enfiamos a lambreta velha no ônibus e fomos para largada da competição. A "máquina" veio parar em Itararé, e já deve ter sido trocada por alguma coisa.





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EM CORRIDA DE RUA ACONTECE DE TUDO...

Nas corridas realizadas nas ruas pode acontecer de tudo. Basta lembrar do fanático irlandês que agarrou o Vanderlei Cordeiro na Maratona Olímpica de Athenas, em 2004. Nas provas pelas cidades brasileiras então, nem se fala. Nas provas grandes há o fechamento ao trânsito e um maior controle, mas nas corridas menores pode acontecer cada coisa...
Aqui no blog já foi colocado o vídeo de um trem que obrigou os atletas a pararem no meio do percurso. 
Na tradicional Prova Pedestre de Tiradentes, realizada na cidade de Maringá - PR, no dia 21 de abril de 2009, um cachorro correu atrás do queniano que liderava a corrida.
Não pegou.
Também, os caras estão acostumados a treinar fugindo dos leões!



Para ilustrar a vida dura dos quenianos, vejam esse divertido comercial da Asics:

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!


Criança!

Ser criança é brincar.

A essência da criança é o brincar.

Brincar é imaginar, é criar, é experimentar os sabores da vida.

Brincar é viver.

Enquanto eu puder brincar, serei criança.
 






segunda-feira, 27 de agosto de 2012

28 DE AGOSTO - ITARARÉ!!!

EQUIPE 28 DE AGOSTO

100% ITARARÉ – SP

Em agosto de 2006, quando atuava como professor de Educação Física na Escola Estadual Dr. Epaminondas Ferreira Lobo, em Itararé, o maratonista Guilherme Marques Gorski implementou um projeto voluntário visando a inclusão dos alunos do período noturno daquela escola, pois muitos não podiam participar das aulas de Educação Física devido ao trabalho. Foi o Projeto "Epa! Tô na São Silvestre!"
Passou de classe em classe convidando os alunos, muitos deles já adultos, a participarem da Corrida Internacional de São Silvestre. Os alunos ficaram espantados. Enquanto alguns perguntavam quanto era a premiação, outros duvidavam que alguém da cidade pudesse participar de tão grandiosa festa do esporte, coisa que somente viam pela televisão.
Aqueles que aderiram à idéia (trinta alunos) passaram por testes na pista de atletismo para verificar o condicionamento físico e tiveram elaboradas suas planilhas de treinamento com vistas a conclusão da prova de 15 km.
Alguns desistiram, outros persistiram, e pessoas da comunidade ao saberem da formação da equipe se juntaram ao grupo, que na primeira participação da São Silvestre se fez representar com treze corredores. Todos concluíram bem a prova. Dois deles fizeram num tempo muito bom: 57 minutos. Na preparação para a grande prova do dia 31 de dezembro, os alunos atletas participaram de corridas na região: Corrida Ecológica de Ribeira, Corrida Histórica da TV TEM, em Itapetininga, Corrida de Santa Gertrudes, em Ribeirão Grande, e Prova Pedestre dos Campos Floridos, em Arapoti.
A partir dali o grupo só cresceu, chegando a mais de trinta componentes. Em 2007 os atletas participaram de 27 provas na região sudoeste paulista e no Paraná, conquistando muitos prêmios, como troféus, medalhas e até quantias em dinheiro.
Na São Silvestre de 2007 foram 21 corredores representando Itararé, todos devidamente uniformizados. A equipe teve também quatro atletas participando da São Silvestrinha naquele ano. Até então a equipe era conhecida como Equipe Epaminondas, em alusão ao nome da escola.
O esquema adotado pela equipe foi de contar com patrocínio de empresas de Itararé para cobrir as despesas com uniforme e inscrições, e contava com o apoio da Prefeitura Municipal de Itararé para o transporte dos atletas. A alimentação e demais gastos ficavam por conta dos próprios corredores.

A partir de 2009  não houve mais o apoio para a equipe, mas mesmo assim, com o importante apoio de empresários que acreditam no potencial dos itarareenses, o nome de Itararé continuou nos pódios das provas Brasil afora.
Desde então os atletas têm participado das competições com recursos próprios (gastando do bolso para levar Itararé nos primeiros lugares nas corridas) e com o apoio somente dos empresários.
Desde a formação em agosto de 2006, até hoje, a equipe já participou de centenas de provas pedestres, tendo conseguido mais de 900 medalhas e mais de cem troféus, além das premiações em dinheiro. Já esteve em várias competições importantes como Maratona Internacional de Curitiba, Maratona Internacional de São Paulo, Corrida da Serra da Graciosa, Meia Maratona do Rio de Janeiro, Mini Maratona de Paraty, São Silvestre, São Silvestrinha, dentre outras.
O trabalho sempre foi voluntário e era destinado a participação de jovens carentes do município, tendo sido muito importante na formação cultural dos mesmos.
A equipe sempre foi destaque por onde passou, sendo noticiada na Revista Contra Relógio, sites do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Educação, telejornais da TV TEM, TV Educativa, e outras emissoras de televisão. Foi destaque nos jornais locais e regionais, sempre enlatecendo o nome de Itararé.
A partir deste ano de 2012, houve a integração da Equipe 28 de Agosto com o Projeto Diretoria em Ação, da Diretoria de Ensino – Região de Itararé, trazendo para a prática esportiva os funcionários e amigos da Diretoria de Ensino.


EQUIPE 28 DE AGOSTO - 100% ITARARÉ!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

OS TRÊS CICLISTAS QUE FIZERAM O RAID ITARARÉ - BUENOS AYRES

Pouca gente sabe hoje em dia, mas em 1957, três jovens itarareenses montaram em suas magrelas e pedalaram até Buenos Ayres, na Argentina. Nelson Rezende, Jonas Muniz, e Manasses Alcheleigar, foram os intrépidos aventureiros que partiram da frente do Clube Atlético Fronteira, aplaudidos pela multidão que estava lá, no dia 22 de maio, às 9h30, para acomapanhar o início da façanha. Já nas bicicletas, subiram a rua XV de Novembro, viraram em direção à São Pedro, e rumaram ao Sul do país. O Jornal "O ITARARÉ" estampou por várias de suas edições naquele ano a saga dos itarareenses.


Naquela época o ciclismo estava ganhando força na cidade. Depois de uma prova ciclística de Itaberá a Itararé, realizada por ocasião do aniversário do Clube Atlético Fronteira, em 21 de abril de 1955, a modalidade ganhou o gosto dos jovens da Itararé. Provas ciclísticas tornaram-se comuns, sendo realizadas pelas estradas de terra que ligavam as cidades, geralmente Itaberá, Taquarituba, e outras.
Além do ciclismo é sabido que muitas outras modalidades eram amplamente divulgadas e valorizadas pela Comissão Municipal de Esportes. Os jovens se divertiam muito, pois campeonatos de Xadrez, Damas, Voleibol, Basquetebeol, Tênis de Mesa, Atletismo, e muitos outros esportes sempre agitavam os finais de semana. O SEMEFER vivia lotado em décadas passadas.
Bem que nossos administradores podiam se inspirar no passado glorioso de nossa cidade.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Passeio Ciclístico da Escola Estadual Dr. Herculano Pimentel - 1998

Vídeo do Passeio Ciclístico do Dia das Crianças da Escola Estadual Dr. Herculano Pimentel, em Itararé - SP, realizado no dia 12 de outubro de 1998. Os passeios ciclísticos eram uma tradição da referida escola e sempre contavam com mais de mil participantes. Os ciclistas sempre recebiam folhetos com informações sobre a bicicleta e também sobre a correta condução da mesma. Eram feitos trabalhos pelos alunos com alusão ao tema e os empresários da cidade sempre colaboravam com brindes para sorteios. Ao final do passeio sempre ocorria a queima de fogos na cidade por ocasião do feriado nacional, dia de Nossa Senhora.

Alguém aí lembra disso?