domingo, 12 de fevereiro de 2012

JOGOS OLÍMPICOS
O COMPROMISSO COM A EXCELÊNCIA

O Brasil vai se tornar um país olímpico. Terá o privilégio de, daqui a quatro anos, sediar o maior evento esportivo do planeta. Já são sentidos os reflexos disso em todas as áreas. Várias empresas estão capacitando seus funcionários na língua inglesa. Outras empresas já estão preocupadas com a questão da infraestrutura, pensando na reforma e ampliação de terminais rodoviários, aeroportos, rede hoteleira, etc.
Mas pouco se vê na área que mais importa, a esportiva.
Nossa estrutura esportiva é precária.
A formação de atletas é baseada em clubes e prefeituras, ficando à mercê muitas vezes de políticos inescrupulosos. Bem diferente de países que têm sua base esportiva nas escolas, e, não por acaso, tradicionalmente lideram os quadros de medalhas nas várias edições dos jogos.
Para mudar a posição em que se encontra no cenário esportivo, o Brasil precisa urgentemente rever a sua forma de encarar a formação esportiva. Esporte não pode ser tratado mais por pessoas que não têm a devida formação profissional e pessoal. Nossas crianças e jovens precisam de modelos, de exemplos de vida. É através dos exemplos, do "espelho", é que elas podem manter vivo o sonho da excelência.
Sobre a excelência do esporte, dos Jogos Olímpicos, temos o excepcional livro de Phil Cousineau, "O Ideal Olímpico e o Herói de Cada Dia".


Transcender a linha entre o humano e o divino. Ao superar os seus próprios limites, num precioso instante, os atletas se transformam e heróis, em semideuses. É isso que faz com que o mundo inteiro fique enfeitiçado diante dos aparelhos de televisão durante os Jogos Olímpicos. Em seu livro, Phil Cousineau resgata a essência do espírito olímpico - o compromisso com a excelência -, realizando uma viagem mítica desde os jogos antigos aos modernos, contando histórias de deuses, atletas e treinadores.
O verdadeiro fascínio do autor é pelo que Jesse Owens chamou de "vida interior" do atleta, uma misteriosa força motriz, mais profunda que o desejo de ganhar, que transcende o gênero, a raça e a nacionalidade.
A manifestação do ideal olímpico, através do equilíbrio mente, corpo e espírito, transforma esta obra em um guia para todos os fãs do jogo da vida, que valorizam a verdadeira liderança, aspiram à integridade pessoal e querem alcançar a excelência, o equilíbrio em qualquer atividade profissional, educativa ou pessoal.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

VOLEIBOL - 100% ITARARÉ


No ano de 1986, os Jogos Regionais do Estado de São Paulo foram realizados na bela cidade de São Manuel. Naquele ano os atletas que representavam nossa cidade eram todos de Itararé, e davam sequência ao trabalho de formação iniciado no ano anterior, nos jogos de Itapeva.
A delegação itarareense ficou alojada no Colégio Agrícola da cidade, distante uns 3 km do centro.
Como o "fervo" dos Jogos acontecia no centro, nossos atletas faziam de tudo para estar no meio da galera, assistindo os jogos nos dois principais ginásios da cidade. Seguindo pela estrada asfaltada a distância era grande demais para ir assistir os jogos e depois voltar no período noturno para mais jogos e passeios pela "city".
Durante o jantar, enquanto combinavam a saída noturna, um dos atletas (o mais preocupado com a aparência) contou que havia descoberto um atalho, pulando uma cerca e seguindo por uma propriedade, passando por umas trilhas, mas que encurtava uns 2 km da jornada. E se ofereceu para guiar a turma.
Todos arrumados, banho tomado, perfume exagerado, e tudo mais, seguiram os voleibolistas para a noitada.
O guia era todo prosa, contando vantagens de ter encontrado o tal atalho. Não parava de falar, que o pessoal não iria suar andando muito, que o atalho, na ida, era só de descidas, que ele tinha sido esperto de ter procurado um caminho melhor, etc e tal.
Ninguém estava aguentando mais o "mascarado". Iam marchando em fila indiana na estreita trilha tentando enxergar alguma coisa porque a noite já caíra. Lá embaixo, longe ainda, as luzes da cidade piscavam.
E ele falando, se exibindo.
De repente um silêncio.
Parou de falar e o pessoal que vinha atrás já estranhou.
O segundo na fila parou e reclamou que não estava mais enxergando o guia.
Todos acharam tratar-se de mais uma brincadeira.
Ali, no meio de uma trilha desconhecida, no escuro, só podia ser malandragem. Ele só podia estar aprontando.
Já começaram os xingamentos.
Levou o pessoal até lá e se escondeu, logrando a todos. Aquela trilha nem devia levar até a cidade.
No meio da algazarra e dos xingamentos ouviu-se a voz do traíra. Mas esquisito, vinha meio de longe e parecia que estava gritando.
Os demais foram se aquietando, psiu daqui e dali, até que deu para ouvir bem a voz gritando: - Me tirem daqui!
- Me ajudem aqui!
A voz vinha de um dos lados da trilha e de baixo.
O "beleza" pisou em falso e caiu numa ribanceira. Despencou, escorregando por cerca de três metros numa vala causada pela erosão.
Os colegas ajudaram a tirá-lo de lá. Todo sujo de terra, o garboso teve de voltar para o alojamento. Deu as dicas sobre o caminho e os demais seguiram até a cidade.
E o exibido perdeu a noite.

Vejam a foto dos representantes de Itararé no Voleibol em 1986.

Em pé, da esquerda para a direita: Adão, Roberto Hulk (in memorian), Edilson, Fábio Machado, Marquinhos, e Carlinhos.
Agachados, também da esquerda para a direita: Paulinho, Gatti, Alessandro Foguetão, Guilherme, e Marcos Bochecha.