sábado, 10 de dezembro de 2016

A PEQUENA GUERREIRA

A gente não quer só corrida
A gente quer corrida, diversão e arte.
Então, mais uma indicação de leitura com o tema corrida.
Trata-se de um best-seller baseado na história real de uma garota destemida em busca de seus sonhos.
 
"Depois  da primeira curva, eu já tinha alcançado o primeiro corredor e em quatro passadas o ultrapassei.
Naquele momento, o público se pôs de pé, incrédulo e empolgado. Todos aplaudiam a pequena abayo.
Um aplauso ritmado, que me motivou ainda mais.
Clap-clap, Clap-clap, Clap-clap.
Minhas pernas avançavam como ondas conduzidas por uma energia que não era minha. O público me puxava como uma locomotiva faz com os vagões, ou como as ondas fazem com o mar.
Cruzei a linha de chegada em primeiro.
Eu não conseguia acreditar.
Com os braços levantados, corri os últimos metros após a linha de chegada movida pelo embalo de todos aqueles quilômetros.
Depois me curvei sobre as pernas e senti uma estranha quentura nas bochechas; duas lágrimas indesejadas rolavam pelo rosto da pequena guerreira.
Mais do que depressa, enxuguei as lágrimas antes de endireitar o corpo, morta de cansaço, mas cheia de energia. Eu poderia ter dado meia-volta e refeito o percurso todo, do início ao fim.
A multidão ao redor exultava, gritava, animada e feliz.
Enquanto todos faziam festa como loucos, pude ler a mente deles: é incrível que ela tenha vencido, é apenas uma criança.
Para mim, era difícil de acreditar também.
Porém, depois de alguns minutos de atordoamento, uma medalha foi colocada em meu pescoço.
Ela estava ali para comprovar que era tudo verdade".
 
O inspirador romance de Giuseppe Catozzella é baseado na vida de Samia Omar, uma menina determinada a ser uma atleta de sucesso que cresceu numa Somália devastada pela guerra. Samia dormia com a foto do campeão olímpico Mo Farah ao seu lado, treinava arduamente apesar da violência e do preconceito que a rodeavam, e conseguiu, contra todas as expectativas, integrar a seleção somali de atletismo, além de participar das Olimpíadas de 2008, em Pequim.
Um dia, com a família sob risco de ser irremediavelmente afetada pela guerra, sua irmã se vê forçada a fazer a perigosa viagem de barco para a Europa. Samia, temendo por sua segurança e por seus sonhos, resolve se juntar a ela, e com isso coloca a própria vida nas mãos de traficantes...


 
 
 
Aqui no blog você encontra diversas sugestões de leitura, desde livros técnicos, com informações sobre treinamento, alimentação, genética, etc, até as biografias dos nossos heróis corredores, e as histórias das corridas.
É só clicar na aba LITERATURA E CORRIDA.
 
Bons treinos, e boas leituras!
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

M E D A L H A S

Já tive medalhas
De todas as cores
De várias cidades,
De muitos suores,

Com umas até
Certo tempo fiquei
Já outras apenas
Ganhei e guardei

Já tive medalhas
Do tipo com fita
Do tipo de lata,
Do tipo acrílica.

Pesada, imponente,
De outro país,
Já tive troféu
Pois até pódio eu fiz

Medalhas de ouro,
De bronze, de prata
Medalhas de ultra,
Difíceis demais.
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como correr me faz.

Pendurei
Todas as medalhas
Na minha saudade
E quando olho pra elas
Que felicidade

Por ver quantas corridas
Que cheguei ao fim.

Correr é
O sol da minha vida
A minha vontade.

É mais do que medalha
Correr na verdade
É tudo que um dia
Eu sonhei pra mim.


Aí, corredores, fanáticos por medalhas, a ideia é a seguinte:
Dá o play no vídeo e canta seguindo a paródia!










domingo, 4 de dezembro de 2016

2ª VIRADA INCLUSIVA DE ITARARÉ


Seja a mudança que você quer ver no mundo.
Mahatma Ghandi


Dia 03 de dezembro, dia da Virada.
Virada Inclusiva!
Com a organização da Associação Itarareense da Pessoa com Deficiência, Secretaria de Estado de Direito da Pessoa com Deficiência Prefeitura Municipal de Itararé, Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Ensino - Região de Itararé, Programa Escola da Família, e parceria de diversas organizações e associações da cidade, foi realizada ontem, sábado 03 de dezembro, a 2ª Virada Inclusiva de Itararé.
O evento teve início com uma caminhada que saiu da frente da Diretoria de Ensino, nos altos da rua São Pedro, e por essa via seguiu até a rua Amazonas Ribas, retornando pela rua Prudente de Moares até a Praça Francisco Alves Negrão, onde, com a finalização da passeata/carreata, aconteceram diversas ações voltadas à inclusão.
Mesmo com a chuva que chegou bem no início da caminhada, o pessoal não desanimou e seguiu firme nos paralelepípedos, com cartazes e faixas para mostrar que Itararé está dando passos necessários na direção da construção de uma sociedade mais participativa, na qual TODOS possam fazer parte.