quinta-feira, 14 de setembro de 2023

ITARAREENSES NA MARATONA INTERNACIONAL DE FLORIPA

 

A tradicional Maratona Internacional de Floripa, realizada na belíssima capital do estado de Santa Catarina, teve mais uma edição realizada no último dia 27 de agosto e contou com a participação de dez mil corredores, e dentre eles itarareenses da Equipe 28 de Agosto.

O evento neste ano contou com uma inovação,  tendo as competições de 5 k, 21 k e 42,195 k, realizadas em dias diferentes A competição de cinco quilômetros, corrida na parte continental da cidade, foi na sexta-feira, 25/08, às 20 horas; a Meia maratona, com 21,097 quilômetros, aconteceu no sábado de manhã, e a prova principal, a Maratona, com seus desafiadores 42,195 quilômetros, foi realizada na manhã de domingo, tendo seu trajeto percorrendo a ilha e o continente.

A maratona, prova principal, que teve a largada às 5h40, reuniu fortes atletas nas várias categorias, desde os profissionais até os amadores, que chegam bem preparados em busca dos pódios e de índices para provas no exterior, principalmente para a Boston Marathon, que exige tempos bem competitivos para aceitar as inscrições.

Itararé mais uma vez contou com representantes na competição. Pela Equipe 28 de Agosto - Itararé, estiveram na Ilha da Magia os atletas Guilherme Marques Gorski, que fez sua 47ª prova de 42,195 km, e Gabriela Martins Gorski, que estreou na mítica distância.

Os representantes de Itararé, que correram toda a prova juntos, além da grande distância, enfrentaram os fortes ventos para finalizar com o excelente tempo de 3h52min37seg., conquistando lindas medalhas.

EQUIPE 28 DE AGOSTO - 100% ITARARÉ!



segunda-feira, 25 de abril de 2022

ITARARÉ NA 126ª BOSTON MARATHON


No dia 18 de abril foi realizada mais uma edição da tradicionalíssima Boston Marathon, prova que reuniu grandes nomes do atletismo mundial na disputa pelos valiosos prêmios e mais de 24 mil participantes em busca da cobiçada medalha de “finisher”.

Depois de ser realizada na forma virtual em 2020 e ter a data alterada de abril para 11 de outubro em 2021 devido à pandemia de Covid 19, o mundo dos maratonistas começou a voltar ao normal com a realização da Boston Marathon no “Dia do Patriota”, a terceira segunda-feira de abril, feriado do “Dia do Patriota” no estado de Massachussetts.

Para coroar o esforço dos organizadores em retomar a data, e o empenho dos milhares de atletas que conseguiram se qualificar para este ano, o belíssimo dia de sol do da 18 de abril fez com que mais de um milhão de espectadores se espremessem nas calçadas para incentivar os maratonistas pela estrada que vai da linha de largada, na cidade de Hopkinton, até a chegada, na Boylston Street, em Boston.

O percurso de 42,195 km, depois de sair de Hopkinton, passa pelas cidades de Ashland, Framingham, Natick, Wellesley, Newton, Brookline, para chegar ao lado da Biblioteca Pública de Boston. É tradição os moradores dessas cidades se aglomerarem na frente de suas casas para incentivar os atletas. É ensurdecedor o barulho que fazem, em especial na metade da prova, em frente ao Wellesley College, onde as alunas da instituição com seus coloridos cartazes gritam e pedem beijos para os maratonistas. É o Scream Tunnel, ou Túnel do Grito.

Neste ano de 2022 o evento foi especial, pois comemorou os cinquenta anos da primeira edição da prova feminina, sendo que as atletas pioneiras foram homenageadas e condecoradas. Uma delas, Valéria Rogosheske, aos setenta e cinco anos de idade, completou os 42 km novamente.

Realizada pela Boston Athletic Association desde 1897, a Maratona de Boston, considerada a "Rainha das Maratonas", se transformou em símbolo de desempenho esportivo ao exigir índices de performance para aceitar a inscrição dos atletas.

Assim, para estar na linha de largada da corrida, os maratonistas têm de comprovar terem realizado uma maratona oficial abaixo dos tempos estabelecidos para cada categoria de faixa etária. Por exemplo, em 2022 para um corredor na faixa etária dos 18 até 34 anos o tempo teria de ser sub 3h00min00seg, e para uma corredora na mesma categoria, 3h30min00seg. Além disso, quando o número de inscritos que alcançam o índice ultrapassa os 30 mil aceitos anualmente, a organização estabelece linhas de corte, tornando ainda mais seleta a participação.

Mais uma vez Itararé se viu representada nessa celebração do esporte mundial. O maratonista Guilherme Marques Gorski, da Equipe 28 de Agosto, esteve na prova deste ano, tendo sido aceito pelo tempo de 3h21min21seg obtido na difícil Maratona de Curitiba em 2019. Na sua faixa etária, de 54 a 59 anos, o índice exigido para 2022 foi de 3h35min00seg.

Guilherme que já havia debutado em Boston no ano de 2019, concluiu a 126ª Boston Marathon 2022 com o tempo de 3h26min35seg. sendo premiado com a mais cobiçada medalha do mundo das maratonas.

Os quenianos venceram no masculino e no feminino. Evans Chebet fechou os 42,195 km com o tempo de 2h06min51seg, e Peres Jepchirchir, com 2h21min01seg, fez história ao sagrar-se a grande campeã da prova no cinquentenário da participação oficial feminina.

Representando a Equipe 28 de Agosto no grandioso evento, também estiveram presentes Rafaela Martins Gorski, Gabriela Martins Gorski, e Rosa Cristina Martins Gorski dando apoio ao atleta.

EQUIPE 28 DE AGOSTO – 100% ITARARÉ!


sábado, 12 de setembro de 2020

CICLISTAS DE ITARARÉ FAZEM BONITO EM RIVERSUL

Mais uma história direto do túnel do tempo!
E essa merece ser contada. Foi em setembro de 1994.

A turma do Mountain Bike de Itararé foi prestigiar o Primeiro Enduro de Mountain Bike de Riversul. A galera saiu de manhãzinha daqui e foi pedalando até lá só para assistir a contenda na cidade vizinha. Não iriam participar. Os que tinham a intenção de competir, ou foram na véspera, para pernoitar na cidade, já que a largada seria bem cedinho, ou conseguiram arrumar algum tranporte (prefeitura não ajudava...).
Lá chegando, nossos bikers encontraram, além dos atletas locais, representantes de outras cidades, como Itaporanga, Fartura, Taquarituba, entre outros, que já estavam no local estipulado para a largada, na frente do estádio de futebol da city. De lá os competidores sairiam para enfrentar as estradas de chão e trilhas por dentro das propriedades rurais, chegando até o Bairro dos Padilhas e retornando.

E logo que os organizadores se colocaram à postos para receber as inscrições (naquela época não tinha internet, inscrição por site, etc), começaram os problemas. "Como assim, R$ 3,00 a inscrição?" bradava um dos revoltados. "Não! Nada disso! Vocês não falaram nada de cobrar inscrição no convite que mandaram lá pra nossa cidade!", dizia outro menos exaltado. "Não vamos pagar nada!" emendava outro. Como os responsáveis pela prova não cediam aos apelos e continuavam insistindo na cobrança dos três pilas, o tumulto foi ficando cada vez maior, que lá pelas tantas o grupo de ciclistas se rebelou de vez e deixou o local da largada. 

Reunidos e indignados foram até a praça da cidade, alguns xingando os organizadores. E a nossa galera, que só assistia o rebuliço, foi junto pra ver no que dava aquela treta.

Lá na praça, entre xingamentos, revoltas e tentativas de acalmar os ânimos, o Alexandre (nosso atleta 28 de Agosto) me viu de soslaio, chamou e disse -"Ô professor, ajuda a gente lá". Ele chamou e eu fui... 

Junto com a nossa turma que só estava passeando por lá, e de cabeça fria, tivemos a ideia de fazer uma proposta para os organizadores: - Todos participariam, mas aqueles que pagassem os três reais, caso chegassem nas primeiras colocações levariam além dos troféus, os prêmios oferecidos pelos patrocinadores (dinheiro, bicicleta, micro-sistem, rádio, etc). Já aqueles "mãos de vaca", que se recusassem a pagar os R$3,00, se figurassem entre os primeiros, seriam agraciados apenas com troféus.

Voltamos ao local da largada e anunciamos a proposta.

E não é que os donos da competição aceitaram?

Acordo feito, aproveitamos para incluir mais uma reivindicação: se arrumassem o transporte pra nossa turma voltar para Itararé, a gente engrossaria o número de participantes da prova. 

Aceitaram também. E falaram que no fim da disputa ainda seria ofertado um arroz com frango. Opa!!

Combinado. Quem não estava nem aí pra competir, de repente já começou a se preocupar com os detalhes do percurso, como altimetria, distância, tipo de terreno, etc. Uns pagaram, outros não, e acabamos entrando no páreo.

Dada a largada, "se" atraquemo tudo já na primeira enorme subida dentro da cidade. Saindo do perímetro urbano, a turba foi se espraiando e logo os favoritos despontaram. E lá estávamos nós de Itararé, fazendo bonito entre os líderes.

Mas,... (sempre tem um mas) numa das encruzilhadas, por volta do 15º quilômetro, o caminho correto era à esquerda, só que não havia sinalização, demarcação no chão e ninguém para avisar. Fomos com tudo à direita...

Passados uns 800 metros começamos a perceber a @%&*$@%$ que tínhamos feito (eu e mais uns cinco ou seis bikers) e voltamos até a encruzilhada.

Já no caminho certo, demos o sangue e fomos recuperando posições até terminarmos os 25 km.

O grande campeão foi o Alexandre de Oliveira Jorge, atleta 28 de agosto, daqui de Itararé.

E deu  no que deu. Quem pagou levou troféu e prêmios. Mãos de vaca, só o troféu...

O delicioso e suculento arroz com frango foi servido na Escola Estadual Prof. Lázaro Soares.

Bucho cheio de arroz com frango, viemos que é só dente para Itararé na caçamba de um caminhão.